quarta-feira, 14 de março de 2012

Muitos queixam-se por não terem um Iphone 4S, outros por não usarem roupa de marca, muitos por não poderem calçar umas "Nike AIR Force", outras pela sua base ter acabado e não puderem disfarçar os seus traços imperfeitos, a sua acne em excesso enquanto que outros morrem à fome, desesperados onde a única coisa em excesso que apresentam são lágrimas, olhos marejados de tanto sofrimento, de tanta dor, de tanta frieza. Outros como eu, choram pelo amor e tudo isto é um ciclo. O ciclo gerador do conflito de interesses existentes no Mundo, o ciclo onde os interesses particulares lideram. E, sou sincera, o meu amor por ti domina. Não me vou focar em palavras piegas, porque essas qualquer um sabe usá-las, sabe um pronunciar um "Amo-te, sempre" de qualquer das maneiras, sabe trocar a sua vida por uma noite. Contudo, não sabe, com certeza, como olhar de forma peculiar nos olhos da pessoa que realmente amamos, não sabe como refletir o brilho que essa pessoa nos transmite, não sabe como captar um sorriso sincero, não sabe o que é lutar 2 anos por uma única pessoa. Simplesmente não sabe. Apenas esquece e segue e preenche a sua cara de base e a vodka começa a percorrer em suas veias. Não sabe como secar o mar agitado! Eu sei. Eu sei como é sentir a tua cara linearmente definida, sei como é puder sentir o teu oxigénio perto do meu e ambos entrarem em sintonia, sei como é ver a pessoa que amamos com outra e, mesmo assim, continuarmos a lutar. Simplesmente dar e não receber.
Sei também que, por mais que o meu coração sangre que vais ser sempre o meu suporte, que vais sempre arranjar alguma forma ridícula de captar a minha atenção, nem que o brilho do teu olhar se cruze com o meu.
E, novamente se inicia um ciclo que consiste no derrame de lágrimas e, posteriormente, em ter-te do meu lado, em ver o teu sorriso, em ouvir as tuas palavras que realmente nos definem como um só.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Sempre acreditei que uma vírgula nunca se transformaria num ponto final, que as lágrimas e a tristeza fossem temporárias e que mais tarde me virias aquecer e fiar novamente os pedaços do meu coração partido. Esperei em vão... Mas para quê ? Não vou dizer que te amo, que preenchias o meu coração. Basta de palavras piegas! Desisti, sim! E daí ? Andei iludida com a tua personalidade, com a tua beleza, com o teu olhar! Sinto me vitoriosa, o passado deixou de me dominar, deixei te de valorizar quando nem se quer merecias um terço da minha atenção. Não venhas com falas, com sorrisos hipócritas, com olhares sinistros, com a tua virilidade, deixei de me influenciar. O passado chama-se "passado" devido a alguma razão. Deixei de recear o amanhã, vou ao mar, elevar-me à altura das águas mas evitar que a costa me capture. Enfrento tudo isto como um desafio: o desafio de estares tão distante, de não poder desviar a cabeça e sentir o teu ombro perto a abrigar a minha cabeça repleta de indecisão mas certa de algo: que sentia amor por ti.
Não vou lamentar, não vou guiar me pelo passado, não vou acreditar numa mentira... Todavia, também não vou arranjar meios/ pessoas para te substituírem, vou tentar aguentar-me, vou desafiar a minha força interior, vou ser ousada e fazer frente ao meu coração. A adrenalina, os desafios, o brilho nos meus olhos reaparecerá, o vento levou as nuvens, o Sol brilha, brilho semelhante ao dos meus olhos, brilho atraente, tão brilhante que arde! Um arder diferente, um arder sinónimo de felicidade, um arder antónimo de dor que marca o batimento do meu coração, que deixou de bater por ti...